O processo de reciclagem do lixo no Palladium começa já dentro das lojas e dos espaços de alimentação. Todo o lixo é juntado, separado e agrupado em compartimentos adequados para que não ocorra a contaminação.
Primeira Fase
Depois do recolhimento no shopping, ele é levado até o setor da triagem, onde foi instalado um tanque de processamento de resíduo orgânico. O tanque é metálico, com capacidade de 7.500 litros. Ele possui um motor que movimenta um misturador interno.
Os resíduos orgânicos produzidos no interior do shopping são despejados no tanque por meio de um funil. A cada hora, o misturador é acionado por cinco minutos para triturar, misturar e fazer circular os resíduos ali depositados. Para que esse processo ocorra, é necessário adicionar 500 litros de água no tanque.
É preciso fazer a mistura e trituração, para evitar a decantação de matéria orgânica no interior do tanque, a fermentação do lixo e, por consequência, o mau cheiro. Antes que os resíduos orgânicos sejam depositados no interior do tanque, um funcionário da empresa Abdalla Ambiental, responsável pela criação do projeto, remove as embalagens, e restos de materiais não orgânicos, nas mesas separadoras do lixo. Este material, que é reciclável, é armazenado, temporariamente, em um contêiner metálico, pertencente à empresa, e segue para novo processo de limpeza e reciclagem.
Diariamente, este contêiner é trocado e os resíduos são levados para um galpão de segregação de resíduos, também pertencente à Abdalla Ambiental, que está localizada em Curitiba, no bairro Caximba. Após sua separação, este resíduo é destinado para a reciclagem. O tanque não é trocado, mas o seu conteúdo é esgotado por meio de uma mangueira, com o uso de um caminhão tanque.
Segunda Fase
Após o recolhimento no shopping, os resíduos orgânicos são levados até o setor de triagem, como no processo na primeira fase. Porém, após a separação minuciosa, esse material, é levado para a empresa responsável pelo processo de reciclagem deste resíduo.
Na empresa, os resíduos orgânicos são despejados em um pátio impermeabilizado onde são montadas as pilhas de compostagem, obedecendo a critérios técnicos, garantindo as condições físicas químicas e biológicas apropriadas para a “bioestabilização“ dos materiais onde deixam de ser resíduos poluentes e tornam-se fertilizante.
3 - Aplicação do bioextrato
Após a montagem das pilhas de compostagem é aplicado o bioextrato - conjunto de 58 bactérias, fungos e leveduras de origem natural, que atua juntamente com enzimas específicas. Esse conjunto promove aceleração da decomposição dos resíduos de forma predominantemente aeróbia (com a presença de oxigênio). Este processo resulta em um composto de qualidades diferenciadas, ricos em húmus, ácidos orgânicos e microorganismos benéficos ao solo e as plantas.
4 - Revolvimento
Após a aplicação do bioextrato, as pilhas atingem elevadas temperaturas, onde sementes de ervas daninhas, patógenos e contaminantes são eliminados. Periodicamente são feitos revolvimentos para garantir a aeração e homogeneização do composto por completo.
5 - Cura e secagem
Após o material ser compostado, são feitos testes laboratoriais, sendo aprovado, é acomodado em um local onde irá secar e ter sua cura final. É nessa fase quando acontece a mineralização dos nutrientes que serão facilmente absorvidos pelas plantas.
6 - Beneficiamento
Após a cura, o produto passa por uma série de peneiras para retirar impurezas e conferir homogeneidade nas partículas. E assim, o processo é finalizado e o fertilizante orgânico está pronto para uso em grandes culturas.


